Casa da Patrícia

Sunday, March 29, 2009

A minha foto do fim-de-semana! :)



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Monday, March 23, 2009

Uma semana em Nova Iorque - Pequeno diário






O nosso passeio começou com uma longa viagem de avião, durante a qual a boa disposição, a comidita e claro o "jogo dos Países" nos acompanharam!






Chegados a Nova Iorque, estudámos bem os muitos guias, mapas e agendas culturais para aproveitar bem cada minutinho desta cidade com tanto para ver!





Para começar os longos dias de passeio cheios de energia preparámos belos pequenos-almoços...afinal "já se comia qualquer coisinha" foi praticamente o nosso lema de viagem!









E depois lá percorremos as ruas e jardins, as lojas e restaurantes, os museus e todos os sítios bem turísticos! Claro que tirámos muitas fotos e que fizemos figuras bem tontinhas como a correr para as gaivotas ou a fotografar o Alfredo!





Mas apesar de tanto passeio as saudades lá foram apertando, a conta telefónica tomando proporções internacionais e a hora de vir para casa chegou, com uma memorável e longa viagem até à nossa Lisboa!


Sunday, March 22, 2009





Bom faltava referir a passagem relâmpago por Londres...uma escala de oito horitas que nos permitiu um pequeno passeio pela cidade, com direito a english breakfast para repor as energias! Apanhámos o metro, arranjamos um mapita desta capital europeia e fizemos um percurso bem turístico pelo Big Ben, Westminster Abbey, Trafalgar Square, Convent Garden, Oxford Street, Picadilly Circus e Buckingham Palace! Quem disse que três horitas não chegavam para conhecer Londres ;) !
Era domingo de manhã e a cidade estava bastante calma, com o devido respeito, quase parecia uma aldeia para quem chegava do turbilhão de Nova Iorque! Estava um magnifíco dia de sol e fiquei com imensa vontade de ficar por lá uns dias. Será sem dúvida um dos próximos destinos!

Saturday, March 21, 2009




Dia Mundial da Poesia



Para assinalar este dia especial deixo um poema que me foi dado há precisamente 7anos com o intuito de assinalar esta mesma data. Desde esse dia que esse poema me acompanha sempre , estando afixado em frente à minha secretária em Portugal e agora aqui em Bissau.

Obrigada, Di, pelo poema e pela pessoa/amiga maravilhosa que és!



não posso adiar o amor para outro século

não posso

ainda que o grito sufoque na garganta

ainda que o ódio estale e crepite e arda

sob montanhas cinzentas

e montanhas cinzentas

não posso adiar este abraço

que é uma arma de dois gumes

amor e ódio

não posso adiar

ainda que a noite pouse séculos sobre as costas

e a aurora indecisa demore

não posso adiar para outro século a minha vida

nem o meu amor

nem o meu grito de libertação

não posso adiar o coração


António Ramos Rosa

(Portugal)






Do turbilhão de sensações da grande metrópole à paz quente de Kabrousse


Ao ver, com alguma inveja e muita vontade de visitar Nova Iorque, o vosso registo fotográfico, apercebi-me de que também fui de férias no Carnaval e ainda não vos deixei as fotos sempre prometidas :) . Desta vez, nos dias de Carnaval , voltei ao Senegal, para passar uns dias bem descansados na praia. E bem merecidos foram, dado o regresso agitado que tivemos, não por termos chegado à jangada dando com ela avariada, tendo de pedir boleia aos responsáveis pela construção da nova ponte, também não por termos andado por entre mil buracos para chegar a casa porque o desfile de Carnaval tinha invadido a avenida, mas sim pela série de assaltos e abalos políticos de que já vos falei. Agora, ao deixar-vos aqui estas fotos, procuro reviver igualmente alguns desses momentos de paz quente...

A ida...


...com as infindáveis horas de espera em S. Vicente, junto à jangada que teima em não chegar.


Kabrousse...


...e o maravilhoso descanso junto ao mar


...mais a boa da parvoeira!

O regresso...
...de uma viagem que, para ser relativamente rápida, só lhe falta um bocadinho assim:





Wednesday, March 18, 2009
















Esta é mesmo uma cidade fabulosa, carregada de uma magia muito própria que até se torna difícil de explicar...não é sem dúvida uma cidade bonitinha e arranjadinha, mas antes o que imagino para uma cidade a sério...uma cidade viva, cheia de pequenos mundinhos, em constante ebulição e com uma surpresa a cada esquina. Uma cidade que nos preenche e quase nos deixa a cabeça à roda...a sério...houve momentos com tantos pormenores para ver que nem sabia para onde olhar primeiro! Nova Iorque ultrapassa tudo!

Wednesday, March 04, 2009

Tchora fomi, tchora sedi…

Misti susegu, misti PAZ!*


Os meus pesadelos sempre foram povoados de monstros ou assaltantes que me invadiam a casa. Estes desapareciam com um despertar violento, seguido de uma luz acesa e um copo de água… O meu último pesadelo demorou mais tempo a passar, daí que só fale dele agora, quando já se disse quase tudo.

Desta vez, o pesadelo foi depois do sono. O estremecimento dos vidros do meu quarto, provocado por uma forte explosão, fez-me acordar em sobressalto. Todavia, não com surpresa. Já tínhamos vivido a mesma situação em Novembro, aquando do atentado contra o Presidente da Guiné-Bissau, de forma ainda mais assustadora, mais próxima, e já sabíamos da morte do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, o que, por si, constituía um indício de que a tranquilidade da noite não estava garantida…

Entre as 4h40 da madrugada e as 7h da manhã, aproximadamente, juntámo-nos – eu e os quase 20 professores do meu prédio – num dos corredores e em casa de uma colega para irmos conversando e consultando as notícias na internet. Qualquer coisa servia para ajudar a esquecer o ruído do tiroteio que acontecia mais perto do que aquilo que gostaríamos…

Porém, talvez nem estivéssemos perto, como se chegou a dizer… Talvez nenhum elemento da comunidade portuguesa estivesse, de facto, perto do tiroteio e das explosões – nem os que vivem ali ao lado – simplesmente porque, entre os aterradores ruídos, ao surgir a questão “Mas até quando?!”, todos os estrangeiros a viver na Guiné-Bissau têm a liberdade de responder “Apenas até ao dia em que eu quiser”, porque há um outro país que espera, aquele onde está a família. Esta resposta permite um distanciamento que, de algum modo, atenua o medo, conforta…

No entanto, há os guineenses, aqueles que não sabem dizer até quando terão de aguentar este medo, esta insegurança. Nestes dias, todos os guineenses que encontrei me disseram que desta vez é que era, estes é que tinham sido os últimos crimes sangrentos a mancharem a imagem do seu país. Mas nenhum deles negou o medo ou o facto de alguns terem fugido da capital conduzidos pelo fantasma da guerra.

Vividas as explosões, o silêncio inquietante das ruas desertas no dia que se seguiu à ruidosa noite, o medo no olhar das pessoas e o cansaço – sobretudo o cansaço – ,consegui entender, pela primeira vez, porque é que tantos preferem afogar-se no azul imenso da esperança de uma vida melhor a esperarem sempre por um fim de violência, de fome e de miséria que teima em não chegar…






*Queixar-se de fome, queixar-se de sede... Querer sossego, querer PAZ!


Nota: Foto tirada há alguns meses, à saída da escola.

A palavra - que me impressionou - estava assim,no chão, caída, desmaiada junto à minha escola...


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