Sunday, March 29, 2009
Monday, March 23, 2009



E depois lá percorremos as ruas e jardins, as lojas e restaurantes, os museus e todos os sítios bem turísticos! Claro que tirámos muitas fotos e que fizemos figuras bem tontinhas como a correr para as gaivotas ou a fotografar o Alfredo!
Mas apesar de tanto passeio as saudades lá foram apertando, a conta telefónica tomando proporções internacionais e a hora de vir para casa chegou, com uma memorável e longa viagem até à nossa Lisboa!
Sunday, March 22, 2009

Bom faltava referir a passagem relâmpago por Londres...uma escala de oito horitas que nos permitiu um pequeno passeio pela cidade, com direito a english breakfast para repor as energias! Apanhámos o metro, arranjamos um mapita desta capital europeia e fizemos um percurso bem turístico pelo Big Ben, Westminster Abbey, Trafalgar Square, Convent Garden, Oxford Street, Picadilly Circus e Buckingham Palace! Quem disse que três horitas não chegavam para conhecer Londres ;) !
Saturday, March 21, 2009
Obrigada, Di, pelo poema e pela pessoa/amiga maravilhosa que és!
não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
não posso adiar
ainda que a noite pouse séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
não posso adiar o coração
António Ramos Rosa
(Portugal)
Do turbilhão de sensações da grande metrópole à paz quente de Kabrousse
A ida...

Wednesday, March 18, 2009
Wednesday, March 04, 2009
Os meus pesadelos sempre foram povoados de monstros ou assaltantes que me invadiam a casa. Estes desapareciam com um despertar violento, seguido de uma luz acesa e um copo de água… O meu último pesadelo demorou mais tempo a passar, daí que só fale dele agora, quando já se disse quase tudo.
Desta vez, o pesadelo foi depois do sono. O estremecimento dos vidros do meu quarto, provocado por uma forte explosão, fez-me acordar
Entre as 4h40 da madrugada e as 7h da manhã, aproximadamente, juntámo-nos – eu e os quase 20 professores do meu prédio – num dos corredores e em casa de uma colega para irmos conversando e consultando as notícias na internet. Qualquer coisa servia para ajudar a esquecer o ruído do tiroteio que acontecia mais perto do que aquilo que gostaríamos…
Porém, talvez nem estivéssemos perto, como se chegou a dizer… Talvez nenhum elemento da comunidade portuguesa estivesse, de facto, perto do tiroteio e das explosões – nem os que vivem ali ao lado – simplesmente porque, entre os aterradores ruídos, ao surgir a questão “Mas até quando?!”, todos os estrangeiros a viver na Guiné-Bissau têm a liberdade de responder “Apenas até ao dia em que eu quiser”, porque há um outro país que espera, aquele onde está a família. Esta resposta permite um distanciamento que, de algum modo, atenua o medo, conforta…
No entanto, há os guineenses, aqueles que não sabem dizer até quando terão de aguentar este medo, esta insegurança. Nestes dias, todos os guineenses que encontrei me disseram que desta vez é que era, estes é que tinham sido os últimos crimes sangrentos a mancharem a imagem do seu país. Mas nenhum deles negou o medo ou o facto de alguns terem fugido da capital conduzidos pelo fantasma da guerra.
Vividas as explosões, o silêncio inquietante das ruas desertas no dia que se seguiu à ruidosa noite, o medo no olhar das pessoas e o cansaço – sobretudo o cansaço – ,consegui entender, pela primeira vez, porque é que tantos preferem afogar-se no azul imenso da esperança de uma vida melhor a esperarem sempre por um fim de violência, de fome e de miséria que teima em não chegar…
*Queixar-se de fome, queixar-se de sede... Querer sossego, querer PAZ!
Nota: Foto tirada há alguns meses, à saída da escola.
A palavra - que me impressionou - estava assim,no chão, caída, desmaiada junto à minha escola...
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